quinta-feira, 17 de junho de 2010

11 Minutos


"A paixão faz a pessoa deixar de comer, dormir, trabalhar, estar em paz.
Muita gente fica assustada porque, quando aparece, derruba todas as coisas velhas que encontra.
Ninguém quer desorganizar o seu mundo. Por isso muita gente consegue controlar essa ameaça, e é capaz de manter de pé uma casa ou uma estrutura que já está podre. São os engenheiros das coisas superadas. Outras pessoas pensam exactamente o contrário, entregam-se sem pensar, esperando encontrar na paixão as soluções para todos os seus problemas. Depositam na outra pessoa toda a responsabilidade pela sua felicidade e toda a culpa pela sua possível infelicidade. Estão sempre eufóricas porque algo de maravilhoso aconteceu, ou deprimidas porque algo que não esperavam acabou por destruir tudo.
Afastar-se da paixão, ou entregar-se cegamente a ela - qual destas atitudes é a menos destrutiva?
Não sei."

11 Minutos - Paulo Coelho

terça-feira, 4 de maio de 2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

O Dia de Hoje e...Ontem


O dia de hoje transparece o que me vai na alma. A chuva cai miudinha como lágrimas que debotam dentro de mim.

O meu olhar que avistava o horizonte fecha-se agora e inclina-se para o céu.
Um silêncio apropria-se de mim enquanto a chuva cai agora com maior intensidade perante este silêncio que agora se torna ensurdecedor.

Revolto-me com este sentimento que se apodera de mim dos meus sentidos e do meu corpo, enquanto a minha pele padece da humidade das gotas que tocam e transparecem pelas minhas roupas

O meu corpo, as minhas roupas já feito em choro continua ali parado, encantado com uma memória de um passado em que o presente ainda domina e que o futuro já considera extinto.

A memória fica agora mais intensa o meu coração bate mais forte e faz-se ouvir mais alto e profundamente dentro de mim, parece dançar com o som da chuva.
O silêncio que se apodera de mim desvanece, o meu respirar torna-se um pouco ofegante como se estivesse confuso.

Abro os meus braços e sinto um abraço que me envolve num vulcão de sentimentos.
O aroma húmido da chuva torna-se numa extraordinária fragrância que nunca conheci antes.

Estás ali…

Enquanto abandono devagar tal momento intenso e envolvente as nossas faces tocam-se e mais demorado se torna o movimento que descansa somente no encontro dos nossos lábios e o inevitável acontece.

Acordo do meu estado, abro os olhos, a chuva permanece a tombar forte e tremo vibro e estremeço no meu íntimo…

A realidade apropriou-se de mim e não estás ali comigo.

“Trocaria a memória de todos os beijos que me deste por um único beijo teu. E trocaria até esse beijo pela suspeita de uma saudade tua, de um beijo que te dei”

Baixo a cabeça lentamente, os meus olhos encerram-se e escoltam esse movimento enquanto o meu rosto padece de uma expressão de tristeza.

A solidão tomou conta de mim de novo…

(Em memória de uma data muito especial 24-03-2006 e 1462 dias depois ainda ocupas o meu pensamento)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Aquela Folha de Papel


E o vento levou aquela folha de papel, ela voou livre pelo ar

Levou com ela palavras escritas a negro. Palavras essas que desenhei os mais variados caracteres do alfabeto e que em conjunto num momento de reflexão do pensamento te tinha a dominar o meu consciente.

Palavras essas que jamais abandonarão a folha de papel…talvez perdida para sempre.
Ainda corri em busca da minha folha e das minhas palavras esquecidas que ficaram por te dizer, mas o destino esse quis que a folha e as suas palavras desaparecessem com o vento.

Não sei para onde o vento a levou, talvez acabe perdida num jardim, numa rua, num canto qualquer de uma rua perdida ou talvez não….talvez um dia acabe por chegar até ti.

Ainda corri atrás dela mas ela foi mas apressada do que eu, parecia de sua vontade ser livre.

Parei, já meio ofegante pela minha corrida enquanto o corpo desesperava por reavê-la…
Como era bela aquela folha de palavras escritas…

Perdi a minha folha e as minhas palavras nunca antes reveladas palavras carregadas de um sentimento e de outro e de outro e de muitos mais outros que unidos parecem formar somente um.

Esse sentimento de sentidos único o vento não o leva, ainda resiste e reside humildemente na harmonia calorosa da saudade dos meus dias distantes da tua companhia.


“saudade não é lembrar de alguém ausente mas sim tornar presente quem não poderá ser esquecido nunca”

domingo, 29 de junho de 2008

Não são precisas mais palavras...


Se o Meu sorriso mostrasse o fundo da minha alma...
Muitas pessoas ao me verem sorrir...
...chorariam comigo!

Adormecer


Quem me dera adormecer agora a olhar para o teu lindo olhar, comtemplando a beleza do contorno dos teus~lábios, tocando a tua face com o carinho da minha mão..e dizer-te baixinho e docemento no teu ouvido "boa noite baby"

Unica


A cada respirar meu...traz-me á mente uma lembrança tua...depois suspiro...e penso como era tão bom manter-te nos meus braços para sempre...porque é que es tão unica...porquê?...